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Dentição das Serpentes
As não peçonhentas, por não possuírem glândula de veneno e canal inoculador, utilizam outros mecanismo de defesa e ataque, como se enrolar ao corpo da vitima até estrangula-la. Porem mesmo assim, existem diferenças entre a dentição das não-peçonhentas. Não é apenas através da mordida que se identifica o gênero ou espécie da cobra causadora do acidente e sim através de um conjunto de dados, como sinais e sintomas, região onde ocorreu o acidente e etc. Veremos agora os 4 tipos de diferentes dentições de serpentes peçonhentas e não peçonhentas.
Solenóglifas (soleno = canal, glyphé = sulco) - Possuem presas anteriores ocas dotadas de um canal central por onde passa o veneno, semelhante a agulhas de injeção. Estando em um maxilar bem móvel, permitindo ao dente anterior deslocar-se para frente quando a serpente abre a boca. Este dente é retraído quando a serpente volta à sua posição normal.
Proteróglifas (protero = dianteiro, glyphé = sulco) - Possuem presas anteriores sulcadas, como agulhas de injeção, em maxilares imóveis. Os dentes sulcados são maiores e curvados, o que os diferencia dos dentes maciços. Elas na verdade mordem e permanecem pressionando fortemente os maxilares para que o veneno flua e seja injetado. No Brasil as serpentes que possuem essa dentição são do gênero Micrurus (Corais).
Opistóglifas (opisthos = atrás, glyphé = sulco) - Tipo de dentição, presente em serpentes não-peçonhentas, cujos dentes são totalmente maciços, possuindo ao fundo da boca dentes maiores que possuem uma ligação não com a glândula de veneno e sim com "Glândula de Duvernoi" e sua função é secretar uma solução enzimática (semelhante a saliva) para auxiliar a digestão. No Brasil podemos encontrar essa dentição nas Falsas Corais, Cobras Verdes, Cobras Cipós e outras.
Áglifa (a = ausência + glyphé = sulco) - Não possuem presas. São dentes pequenos e maciços. Típico de serpentes não peçonhentas, pois não possuem canais inoculadores de veneno. Podemos encontrar no Brasil essa dentição presente nas Jibóias, Caninanas, Sucuris, Pítons entre outras.
Lembrando que critério da identificação pela dentição não deve ser utilizado em virtude da necessidade de manipulação da serpente, o que implica em sérios riscos de acidentes para os leigos. As características relativas à presença de fosseta loreal, tipo de cauda e distribuição geográfica em conjunto podem definir, com elevado grau de precisão, o tipo de serpente a uma distância segura.
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